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sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Convergência das mídias digitais na EaD

Existe nas prateleiras das instituições de ensino no Brasil uma quantidade bastante grande de inúmeros aparatos tecnológicos com suas diversas funções e operacionalidades formando assim um conjunto de teclas, botões, cabos, conectores e muito mais. Todos estes dispositivos são adquiridos pelo sistema educacional com um só propósito que é o de oferecer melhor qualidade de ensino-aprendizagem. Contudo todos estes aparatos e dispositivos requerem dos seus usuários, atores do sistema de educação, uma capacidade operacional e conhecimento de seus recursos que fazem destes atores que não têm o devido conhecimento, e na maioria das vezes não são capacitados por suas instituições, indivíduos naturalmente resistentes às novas tecnologias digitais. Portanto existe a necessidade de identificar: As reais necessidades do processo ensino-aprendizagem, principalmente na EaD; Convergir estas necessidades aos recursos tecnológicos oferecidos pelos aparatos midiáticos disponíveis no mercado; Utilizar todos os recursos que são hoje sub-utilizados pelo sistema educacional; e Apresentar sugestões de como convergir este aparatos de forma a simplificar e diminuir o números destes em uma aula de EaD.
Quando sugiram a primeiras idéias de EaD, as tecnologias de informação e comunicação já ofereciam ao mercado muitas mídias em diversos formatos e complexidades de operação e manuseio. Com isto a EaD começou a buscar constantes adaptações com o objetivo de moldar-se às mídias apresentadas pelas TIC’s afim de cumprir seus propósitos educacionais. Desta forma a EaD depara-se hoje com uma verdadeira miscelânea de aparatos tecnológicos envolvendo técnicos, professores e alunos do processo ensino-aprendizagem impondo a estes a necessidade de serem malabaristas HighTec. Portanto já é momento de pensar em fornecer à indústria de equipamentos para TIC’s sugestões de como, na medida do possível, convergir os tais equipamentos e suas operacionalizações.
Numa aula em EaD, existe uma diversidade de equipamentos tecnológicos digitais que são necessários à uma boa qualidade de transmissão e recepção de áudio,vídeo e texto. Neste cenário é exigida, dos atores deste processo de ensino-aprendizagem, uma capacidade de conhecimento técnico operacional na qual pouco ou quase nenhum destes indivíduos é preparado. Cria-se, portanto, uma série problemas relacionados a quantidade de equipamentos e a quantidade teclas botões e conexões que são: I. Muitos equipamentos com diferentes funções para uma simples apresentação de uma imagem ou som. II. Sub-utilização dos recursos oferecidos pelo conjunto de equipamentos midiáticos que envolvem a EaD. III. Exclusão profissional e sócio-educativa por falta do conhecimento operacional. IV. Inadequação dos métodos de ensino-aprendizagem com os recursos tecnológicos oferecidos pelas TIC’s(celular).

terça-feira, 3 de abril de 2007

As Novas Tecnologias e a Exclusão Sócio Digital.


Na realidade temos que discerni bem quais são as tecnologias que as sociedades terão acesso e quais sociedades poderão ter acesso à determinada tecnologia. Pois é fato real em nossa sociedade que o acesso às tecnologias e às informações está diretamente relacionado ao poder de consumo destas.
Assim como o acesso às primeiras academias, aos primeiros impressos, às primeiras máquinas, aos primeiros automóveis e ainda hoje o acesso aos computadores, o acesso às novas tecnologias privilegia a nata socioeconômica no momento em que estas se fazem conhecidas. No entanto é sabido e mostrado pela história que em determinado instante de interesse da massa esta mesma história pode ser redirecionada.E se há esperança de reescrever este conto, a solução se encontra nas mãos dos poucos que possuem o poder e, por conseguinte o dever de disseminar a informação e o conhecimento, superando os obstáculos anti-sociais que nos cercam.
Portanto, mesmo que as novas tecnologias venham gerar uma “Brecha digital” na sociedade é bom lembrar aos “Inforricos” que eles não ficarão mais ricos se não estenderem acessos às novas tecnologias aos “Infopobres”.E vale lembrar aos “Infopobres” que estas tecnologias permitem que mesmo com pouco acesso é possível romper barreiras intransponíveis pelos mais privilegiados.

Altair Carneiro da Cunha